DICAS PARA ESCOLHER UMA ESTRUTURA RESIDENCIAL PARA O SEU FAMILIAR

DICAS PARA ESCOLHER UMA ESTRUTURA RESIDENCIAL PARA O SEU FAMILIAR
Apoiar e cuidar de um familiar com necessidades de cuidados básicos e de saúde implica, aceitarmos as suas limitações/ necessidades, respeitar a sua vontade e propor soluções e respostas que possam auxiliar de forma mais eficaz as necessidades atuais. Porém, é importante salientar que deve prestar apoio, respeitando e salvaguardando a autonomia do seu familiar, antes de decidir qualquer uma das respostas formais disponíveis na sua área de residência.

Uma das variáveis que determina o sucesso ou fracasso da ida de uma pessoa para uma Unidade de Cuidados Residenciais é a aceitação da pessoa, a abertura que dispõe ou não de sair da sua habitação.

O medo da mudança e o receio de não se adaptar são muito comuns no momento de decidir recorrer ao apoio de uma Estrutura Residencial. No entanto, importa salientar que a não aceitação em ingressar numa ERPI é um direito do seu familiar (autonomia), podendo ser necessário procurar outras respostas e cuidados formais para assegurar os cuidados sociais e de saúde na sua habitação.

Apesar da diversidade das unidades residenciais existentes na comunidade, a sua escolha pode ser limitada por múltiplos fatores, nomeadamente devido aos custos elevados da estadia, localização da instituição, lista de espera para admissão, grau de urgência da situação, entre outros.
Assim sendo, destacamos alguns requisitos importantes no momento de escolher uma Estrutura Residencial para o seu familiar:
1. Assegurar a aceitação plena do seu familiar em ingressar numa ERPI;
2. Visitar as instalações (decoração, acessibilidade e ambiente cuidado e adaptado) e observar a interação dos profissionais com os residentes;
3. Solicitar informação sobre o equipamento: alvará, licença de funcionamento, recursos humanos especializados e respetivas funções, tabela de preços (incluídos ou extras da mensalidade), entre outros;
4. Procurar compreender o tipo de serviços e cuidados de saúde que oferece (exemplo: acompanhamento médico e cuidados de enfermagem, fisioterapia, terapia da fala, psicologia, psicomotricidade, terapia ocupacional, apoio psicossocial, acompanhamento nutricional, podologia, cabeleireiro, entre outros);
5. Informar-se sobre o horário de visitas (compatível com a disponibilidade da família), existência de ementas variadas semanais, a programação de atividades de estimulação cognitiva e motora adaptadas às preferências, interesses e necessidades dos residentes e ainda, confirmar se dispõe de atividades sociais e de lazer no exterior;
6. Confirmar se a instituição permite uma positiva integração da família, na dinâmica institucional e na vida do residente.

Nota: Esta mudança deve ser planeada atempadamente, respeitando o ritmo e preferências do seu familiar. Envolver o seu familiar na escolha da melhor residência, e torná-lo membro ativo no processo de decisão, é fundamental para o sucesso desta mudança na sua vida.